Ontem foi a noite do fantástico Super Bowl XLVI (sorte de quem acompanhou, pois foi um super jogo). Para os norte americanos é o evento do ano, eles realmente adoram este esporte e, por aqui, o “Football” está cada vez mais popular.
Aqui ainda existe muito preconceito quanto ao Super Bowl, sempre falam muito dos comerciais, aliás, se interessam mais pelos comerciais (que realmente é uma característica do evento) e seus valores do que pelo próprio jogo, bom, pensando dessa forma, entre os comerciais que anunciam no milionário intervalo do Super Bowl temos um de cerveja, um exclusivo.
Nos EUA o patrocinador oficial é a Budweiser, enquanto nos comerciais aqui do Brasil vimos a Conti Bier (que ainda não conheço) com um comercial “engraçadinho”.
Quando fui comprar cerveja para assistir o jogo, pensei em comprar a Budweiser e fazer essa associação natural.
Enquanto comprava cerveja, fui explicando sobre a popularidade da Bud nos EUA para minha mulher e ela sugeriu que eu escrevesse sobre a cerveja mais popular do Brasil. Gostei da ideia, como quase não falamos de cervejas populares (nacionais) por aqui, resolvi escrever sobre a Skol. Acho que estávamos devendo um post sobre a Skol.
Skol é a cerveja mais popular do Brasil e ontem entendi porquê.
O brasileiro adora cerveja, mas ele adora ainda mais a socialização que faz através da cerveja, as pessoas gostam de sair e beber em festas com amigos, seja num churrasco, na praia ou numa confraternização ou mesmo num happy hour e a Skol aparece nesse contexto de forma natural, tem forte apelo comercial (a ultima campanha “Skol Folia” ficou horrível, mas…) e é barata, ela não é uma ótima cerveja, mas também não é desagradável, e é uma cerveja de fácil acesso.
Skol é uma cerveja bem fraca (fraca mesmo), aroma quase inexistente e coloração amarelo muito claro e transparente, boa formação de espuma de duração média, mas com baixa cremosidade.
O malte dela também é muito fraco, como já era de se esperar mas o lúpulo é interessante, ela consegue deixar um amargor agradável, ela é bem gasosa e aguada, naturalmente refrescante, me lembrou a mexicana Dos Equis.
Os 4,7% de álcool passa completamente desapercebido.
É uma cerveja perfeita para países de clima tropical como o nosso, e acho que a suavidade dela, juntamente com o apelo comercial e o preço, é o segredo para o sucesso dela no país.
Não acho que apreciadores mais dedicados (vamos chamar assim) de cerveja, tenham a Skol em sua lista de preferidas, mas para a grande maioria que gosta de cerveja pelo prazer social que ela trás, terá a Skol como uma de suas preferidas. Afinal vão se refrescar all night long nas várias micaretas que temos Brasil afora e terão uma resistência maior aos efeitos do álcool que teriam com outras bebidas mais “expressivas”.
Um pouco de história e curiosidades sobre a Skol:
“Skol é uma marca de cerveja de propriedade da empresa dinamarquesa Carlsberg, com licença para ser fabricada no Brasil pela AmBev. Seu nome vem da palavra escandinava skål, que significa “à vossa saúde/à nossa saúde”; expressão comum que antecede brindes. É hoje a maior do segmento no mercado brasileiro. É comercializada no tipo Pilsen (Pale Lager na verdade, comentário nosso). A cerveja Skol Pilsen foi lançada em 25 de agosto de 1964 na Europa e chegou ao Brasil em 1967. Sua história é marcada por inovações que revolucionaram o setor. Em 1971 lançou a primeira lata em folha-de-flandres. Também foi pioneira ao lançar a primeira lata de alumínio em 1979.” (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Skol)
A marca já esteve associada a esportes como a fórmula 1, além de sempre estar presente no universo jovem, de todas as épocas, desde que foi criada (a apresentação em latas, na qual foi pioneira, foi um grande facilitador neste processo).
Minha análise vulgar é: “Skol é uma cerveja que não desagrada.”
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