
Já há algum tempo eu havia visto esta cerveja à venda e, por alguma razão, simpatizei com a cerveja. Nada sabia a seu respeito e uma lida um pouco mais detalhada em seu rótulo me fez ter o impulso que faltava para experimentar. Produzida em Teresópolis pela cervejaria Sankt Gallen (a mesma que produz a Therezópolis Gold), a Sul Americana me trouxe duas boas surpresas. Primeiro que a cerveja já é mais do que centenária (desde 1880) e segundo que trata-se de uma Lager Puro Malte com muita qualidade.

Uma cerveja bastante dourada, com espuma abundante e cremosa, de boa persistência, aroma maltado e bastante frescor e paladar, como uma autêntica American Lager. Sua apresentação em garrafas de 1 litro,
a princípio, destoa do padrão de cerveja premium, normalmente mais afeitos a volumes menores por questões de custo. Mas no fim das contas o fato de oferecer mais por menos é mais um atrativo desta cerveja.

Com uma proposta mais tradicional, sem as inovações que são cada vez mais comuns nas cervejas artesanais ou diferenciadas no mercado brasileiro, a Sul Americana é bastante competente no que se propõe a fazer. Em muitos aspectos lembra a sua co-irmã de fábrica, a Therezópolis Gold, mas é um pouco mais encorpada sem apresentar sabor amargo.

Sua produção data desde o final do Brasil Império e neste aspecto a cerveja carrega um pouco das tradições do Rio de Janeiro, do Brasil Colonial e Imperial, que ainda buscava uma identidade própria sobre forte influência européia, sobretudo francesa.

Desconhecida da maioria dos consumidores atualmente (exceto, provavelmente, no estado do RJ) a Sul Americana é mais uma das boas opções de cervejas, sobretudo Pilsners, disponíveis no mercado brasileiro.
Vocês, leitores do Baco&Ninkasi, acabam de ser formalmente apresentados a ela. Será que seremos bons cupidos neste caso? Quem sabe …
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Ontém por coincidência eu também resolvi apostar na Sul Americana que eu também sempre via nas prateleiras de um supermercado local (São João del-rei MG, minha cidade). Vi que era puro malte e o preço aqui estava ótimo – R$5,49 a garrafa de 1l.
Só fui pesquisar sobre ela depois e descobri seu blog. Cara! Foi um achado! Alías foram dois achados. A Sul Americana e mais ainda, O seu Blog. Espetacular!!!!
Li muitas matérias. Eu não entendo muita coisa sobre cervejas. MAs Gosto de tomar pouco e saborear cervejas diferentes. Mas com a grana bem curtinha não tenho grande experiência> adorei a sinformações. Gostei muito da matéria da Kaiser também, que dentree as populares é meio desprezda por ertas pessoas injustificadamente, na miinha opinião.
Fiquei curioso em degustar a Divina e a EisenBahn, mas as das marcas infelizmente eu não encontro aqui.
Senti falta de uma matéria sobre a Austria. Acho as variedades pilsen e trigo excelentes.
Um abraço e continue esse trabalho maravilhoso.
Reinaldo
Que bom que gostou do Blog Reinaldo.
Realmente a Sul Americana me surpreendeu muito, as cervejas de Petrópolis e Teresóplis têm me impressionado positivamente.
Um abraço.
@jrventurim
E a respeito da Austria?
Vamos procurar conhecê-la também. Algumas cervejas têm distribuição restrita a algumas regiões apenas. Um abraço.
Eu experimentei esta Sulamericana e achei muito ruim e enjoativa.
Olá Romero, opinião é uma coisa realmente pessoal. No caso da Sul Americana um aspecto importante é que ela realmente é uma cerveja bastante aromática, tanto pelo malte, quanto pelo lúpulo. Considerando isto e seu sabor mais encorpado do que as Lagers nacionais, é até previsível que algumas pessoas considerem, como você disse, “enjoativa”. Como ela não traz o amargor típico das cervejas mais lupuladas, o malte acaba se sobressaindo, embora o aroma floral do lúpulo também possa ser sentido … As cervejas Therezópolis Gold e Paulistânia, são dois exemplos de cervejas nacionais que seguem esta linha. Questão de hábito se acostumar, mas eu particularmente gostei.
Obrigado pelo comentário e por expor sua opinião. Isto que é importante, compartilharmos experiências.
Um abraço, @jrventurim
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