Quilmes

09/16/2012 ArgentinaCervejasProduto ImportadoStandard American Lager  No comments

Quilmes

 

A primeira vez que ouvi o nome Quilmes, foi quando assisti a um jogo de futebol, do clube mais antigo da Argentina, o Quilmes Atlético Club. Pouco tempo depois conheci (colecionando latinhas) a cerveja Quilmes e fiquei um pouco confuso, adolescente ainda (eu não bebia, apenas colecionava as latinhas, ok?), via o nome do time na camisa que já era por si só, muito legal, afinal, que time usa o próprio nome na camisa? E com todo aquele destaque? Pois bem, a confusão aumentou quando eu pensei que a Cerveza Quilmes, era uma cerveja do clube de futebol… demorou um tempo até eu descobrir que existia uma cidade argentina de nome Quilmes, foi quando as coisas passaram a fazer sentido. Se existe uma cidade com esse nome, nada mais natural que ter várias empresas com o nome da cidade, calhou de ser a cerveja mais famosa do país e o time de futebol mais antigo.

Quilmes

O clube de futebol é ligeiramente mais antigo que a Cerveza Quilmes. Foi fundado em 1887 enquanto a cerveja foi criada em 1888, por Otto Bemberg, um imigrante alemão.

Mas só em 1990 as cervejas Quilmes passaram a ser comercializadas. Nas versões Cristal e Bock. E de uma forma bem rústica, na garrafa crua, sem rótulos.

Já na década seguinte, em 1900, surgiram os primeiros rótulos.

Até 1925, as garrafas usavam rolhas, como podemos ver nestas fotos abaixo.

Por volta de 1920, as garrafas usadas nos bares da Quilmes (que chegou a ter nove filiais pelo país) eram ainda mais exóticas. A cerveja era servida nestas garrafas de cerâmica

Ainda falando das garrafas, a Quilmes lançou a garrafa de 1lt em 1934.

A década de 1930, deu início a duas situações importantes para o sucesso da marca. As campanhas publicitárias começaram a abordar todos os públicos, estabelecendo uma ligação estreita entre a cerveja e esportes. Além disso, em 1936 a Quilmes adotou a pasteurização no processo de produção. Afim de conseguir manter a crescente demanda.

Na década de 1940, a Quilmes já era uma queridinha dos argentinos.

E pode-se dizer que os anos 40 foram o auge do clube de bairro, ponto de encontro durante o fim de semana para uma cerveja no buffet e dançar um tango no salão. Notavelmente esse ritual, passou a ser regado de Quilmes.

Cartazes como estes, eram vistos em praticamente todos os bares e clubes de bairro.

 

Foi só na década de 1960 que a Quilmes apareceu pela primeira vez na televisão, fazendo história, com seus comerciais.

Na campanha publicitária de 1969/1970

os comerciais de tv apresentavam a “Quilmes de Mesa” uma cerveja para acompanhar o jantar.

Os cartazes dos anos 70, mostravam situações diversas onde se poderia e deveria degustar uma Quilmes. A qualquer hora e lugar.

A década de 80, foi quando a cerveja realmente apareceu para todos os públicos, a Quilmes se envolveu em vários campos. Nas estâncias de esqui no inverno, na costa atlântica no verão, música, esportes … começou a ter uma presença de marca forte.


Em 1990, notavelmente, a Quilmes chegou às seleções nacionais de Rugby e Futebol, como patrocinadora principal.

Este é um dos primeiros comerciais da Quilmes onde aparece a seleção argentina.

Já no novo milênio, afim de comemorar os 115 anos da cerveja, a direção de marketing da Quilmes resolveu presentear os fãs da cerveja com garrafas comemorativas. Usaram então as garrafas antigas, as primeiras garrafas da cervejaria.

 Quilmes

O mesmo ocorreu em 2010, ao comemorar 120 anos. Dessa vez estilizaram três latinhas.

A tradicional cervejaria argentina Quilmes, do Grupo Quinsa, já está sob o controle total do Brasil. A passagem às mãos brasileiras ocorreu quando a AmBev desembolsou US$ 1,25 bilhão em troca de 34,46% das ações que ainda permaneciam de posse do Grupo Bemberg, que controlou a Quilmes por 115 anos. Desta forma, a AmBev fica com 91,18% do pacote acionário. No entanto, levando em conta as ações com poder de voto, a AmBev passa a controlar 97,16% da Quinsa.
A compra da Quilmes pela AmBev começou em 2002, quando a Argentina estava mergulhada na pior crise financeira, econômica e social de sua história. Na ocasião, a empresa brasileira ficou com 56,9% do pacote acionário por US$ 600 milhões, metade do valor pago nesta semana pelo resto das ações. No ano passado, a Quilmes faturou US$ 800 milhões.

O mercado de cervejas não pára de crescer na Argentina. Desde 1981, aumentou cinco vezes. O consumo per capita, atualmente, é de 37 litros por ano, um volume recorde. O mercado é dominado pela AmBev, que desde 1994 está presente na Argentina com a marca Brahma. No entanto, desde a compra da Quilmes, a AmBev passou a controlar mais de 80% do consumo argentino.

 

Já conheço a Quilmes e gosto, há um bom tempo. Ela não tem nada de especial se compararmos com outras lagers que já avaliamos aqui, aliás, ela é uma Standard American Lager. Ela é ok. Mas eu gosto, especialmente em dias como o de hoje que os termômetros bateram os 33°.

A Quilmes tem uma coloração muito clara, a mesma da Skol. Mas ela é levemente melhor que a brasileira, mas sem destaque.
A formação de espuma dela é mais consistente, de duração média. A Quilmes faz uma espuma muito bonita.
Cerveja Quilmes
O aroma dela é muito suave, cheiro leve de bicarbonato de sódio sob malte e lúpulo.
O álcool é bem incorporado, 4,9% mas em perfeita harmonia.

O sabor é mais agradável, leve é verdade, mas tem uma textura gasosa que ajuda a refrescar e, muito.

          Acredito que a principal característica dessa cerveja seja essa, refrescar.
Sabe aqueles dias em que faz tanto calor, que até pensar fica difícil? Pode beber uma Quilmes bem gelada que vai ajudar.
A Quilmes poderia melhorar em muitas coisas, mas uma cerveja com mais de 120, não iria e nem deveria mudar agora, é essa a identidade dela. Pedir pra ter mais isso ou mais aquilo, seria pretensioso demais. Eu honestamente gosto da “fraquinha” Quilmes, que se parece muito com as nossas Standard American Lagers. Assim como a Bud, eu a colocaria entre a Skol e a Antarctica.

Cerveja Quilmes

Comprei a garrafa de 970ml por R$15,00 num bar aqui perto de casa, mas ela custa R$11,00 na rede Extra-Hipermercados.
Gosto de beber a Quilmes de vez em quando, mas existem, muitas opções melhores que ela nessa faixa de preço, inclusive, muitas nacionais.

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Lukaz T. Gonçalves

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Co-Criador do Blog Baco & Ninkasi, escreve sobre cervejas desde junho/11 Apreciador de uma boa cerveja, está sempre procurando títulos diferentes para saciar a sede de conhecimento sobre cervejas do mundo todo. Apaixonado pelas histórias que dão vida a cada cerveja, procura repassar o conhecimento de maneira descomplicada. Ainda não é um beer sommelier, o conhecimento é a partir da curiosidade, interesse, disposição e observação. Circule Lukaz no perfil público do Google+


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